segunda-feira, 14 de abril de 2014

Protegendo a Família do Inimigo Interno by John Horvat II

Protegendo a Família do Inimigo Interno by John Horvat II

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http://familiacalvinista.blogspot.com.br/2014/04/protegendo-familia-do-inimigo-interno.html

HUNGRIA: Vitória conservadora - (“A Europa deve retornar ao cristianismo para que seja possível uma regeneração econômica [...] A crescente crise econômica na Europa tem sua origem no campo espiritual, não na ordem econômica”.)

Carlos Eduardo Schaffer
Parlamento Húngaro em Budapeste
Parlamento Húngaro em Budapeste
Nas recentes eleições parlamentares na Hungria (no dia 6 de abril), o partido Fidesz (Fiatal Demokraták Szövetsége — Aliança de Jovens Democratas), sob a liderança do primeiro ministro Viktor Orbán, garantiu para si, com folgada margem, mais quatro anos de governo. Conquistou 44,54%, dos votos. A aliança das esquerdas (MSZP-EGYÜTT-DK-PM-MLP) obteve apenas 25,99%.
O partido Jobbik ((Jobbik Magyarországért Mozgalom — Movimento por uma Hungria Melhor) obteve 20,54% dos votos e o Partido Liberal LMP, de linha ecologista, 5,26%. Pequenos partidos que não conseguiram mandatos totalizaram 3,67% dos votos.
Entretanto, quanto ao número de cadeiras no Parlamento, por uma recente modificação na lei eleitoral, a situação de Fidesz é ainda melhor: ele fica com 133 cadeiras (66,83%), o Jobbik com 38 (19,10%), e  o conjunto das esquerdas com 28 (14,07%).(1)
O partido Jobbik tem fortes traços fascistas, como racismo, xenofobia, anti-semitismo, uso de uniformes de tipo fascista em manifestações públicas e ostentação de força, chegando mesmo a usá-la, especialmente contra os ciganos, considerados indesejáveis por cerca de 8% da população.
Em 1998, com 29,48% dos votos, o Fidesz ganhou seu primeiro mandato em coalizão com o MDF (Magyar Demokrata Fórum — Foro Democrático Húngaro formado por pequenos proprietários). Nas eleições de 2002 e 2006 perdeu para os socialistas por pequena margem de votos, mas em 2010 obteve brilhante vitória com 52,73%.
A nova Constituição
O Fidesz, partido do primeiro ministro Viktor Orbán, conseguiu, em 25 de abril de 2011, com a necessária maioria de dois terços dos deputados, aprovar modificações na Constituição, dando-lhe um caráter nitidamente cristão.
O novo texto constitucional reconhece em Santo Estêvão (969–1038) o fundador da nação enquanto reino católico integrado na Europa Cristã e o papel do Cristianismo na preservação do país; afirma que a coroa de Santo Estêvão é o símbolo nacional e da unidade pátria; orgulha-se de ter defendido a Europa de seus inimigos e colaborado para o seu desenvolvimento; protege a vida desde a concepção até a morte natural; define a família como sendo a união consentida de um homem e uma mulher baseada nos conceitos de fé, fidelidade e amor; encoraja a formação da prole; declara inválida a constituição comunista de 1949; louva o levante anticomunista de 1956.
A nova Constituição denuncia a decadência moral de nosso século e afirma a necessidade de uma renovação moral e intelectual; estabelece como elementos constitutivos do brasão da Hungria, entre outros, um escudo com uma cruz patriarcal no lado direito, tendo na base uma pequena coroa e o todo encimado pela coroa de Santo Estêvão, sempre chamada de A Santa Coroa; estabelece como feriados nacionais, entre outros, a festa do santo em 20 de agosto e a comemoração do levante anticomunista de 1956, em 23 de outubro; fixa como moeda nacional o Forint, evitando assim que a Hungria entre algum dia na zona do Euro (o que dificilmente poderá ser alterado, pois não se vê qualquer possibilidade de algum partido de esquerda conseguir a necessária maioria de dois terços para modificar os parágrafos desta Constituição); estabelece a livre iniciativa como base do sistema econômico; defende o direito de propriedade e de herança; afirma que desapropriações só podem ser feitas em casos excepcionais definidos por lei e com total e imediata indenização; afirma o direito dos pais de determinarem o modo de educar seus filhos.
Embora em outros pontos seja falha — como, por exemplo, no dever de proteger a natureza e seus recursos, sem estabelecer, pelo menos em princípios gerais, o que por isso se entende —, dando assim ao movimento “ecoterrorista” oportunidade de prejudicar os direitos dos proprietários, segundo a definição do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança em seu livro “Psicose Ambientalista — Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anti cristã”.
Declarações de Viktor Orbán
O primeiro ministro Viktor Orbán tem pronunciado em diversas ocasiões discursos de caráter bem conservador, o que o torna muito popular.
Em 20 de novembro de 2012, durante uma conferência em Madrid por ocasião do XIV Congresso de Católicos na Vida Pública(2), disse. “A Europa deve retornar ao cristianismo para que seja possível uma regeneração econômica [...] A crescente crise econômica na Europa tem sua origem no campo espiritual, não na ordem econômica”.
Para resolver esta crise, ele propôs “uma renovação da cultura e da política baseada em valores cristãos para salvar a Europa do colapso econômico, moral e social.”
Falando no dia 9 de outubro de 2013 em Londres, na Chatham House,(3) sede do Instituto Real de Assuntos Internacionais, um think tank britânico, ele tratou mais de problemas econômicos:
 “Mas acho que o que está acontecendo na Europa agora, é um ataque vermelho e verde absolutamente aberto contra os valores tradicionais: contra a Igreja, contra a família, contra a nação. Claro que aceitamos que há um espaço para debater questões sobre o futuro do Cristianismo e da Igreja, mas permita-me citar um autor inglês: ‘podemos ter dúvidas até mesmo básicas sobre o futuro do Cristianismo, mas eu tenho certeza de que matá-lo não é a tarefa dos políticos’. Especialmente porque, em nosso entendimento, a democracia na Europa é uma democracia com base no Cristianismo. A raiz antropológica de nossas instituições políticas é imago Dei (à imagem de Deus), o que exige um respeito absoluto ao ser humano.”
Um exemplo a ser seguido
Como lucraria o Brasil se um governo pudesse seguir o exemplo de Viktor Orbán e de Fidesz nos pontos acima mencionados!
Mas é preciso ver que nem tudo na Hungria vai tão bem como as palavras de seu primeiro-ministro poderiam levar a imaginar. É opinião corrente de que ainda há muita desonestidade da parte de empresários e membros do partido de quem o governo depende.
Embora a Constituição proteja o direito à vida dos nascituros, há muitos abortos porque a legislação ordinária ainda não foi adaptada ao texto constitucional. Boa parte dos juízes das cortes superiores ainda vem dos tempos do regime comunista e resistem às mudanças. Viktor Orbán tentou desvencilhar-se deles reduzindo a idade de aposentadoria, mas teve que voltar atrás por pressão da União Europeia.
Como logo depois da queda da Cortina de Ferro o preço das propriedades rurais era muito baixo, europeus ocidentais compraram grandes extensões de terras, alguns para explorá-las, outros a título especulativo. Muitas dessas terras foram recentemente desapropriadas sob o pretexto de devolvê-las aos húngaros. Esta medida foi muito criticada, tanto interna quanto externamente.
Critica-se também um certo controle exercido sobre a imprensa.
É de se desejar que neste novo período legislativo as coisas melhorem. Acompanhemos com atenção os acontecimentos.
Notas:
  1. 1.   Dados oficias do Departamento Nacional de Eleições, órgão do governo:http://www.valasztas.hu/en/ogyv2014/416/416_0_index.html
  2. 2.   http://www.lifesitenews.com/news/abandonment-of-christian-principles-led-to-europes-economic-crisis-hungaria
  3. 3.  http://www.chathamhouse.org/sites/default/files/public/Meetings/Meeting%20Transcripts/091013Orban.pdf
Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/hungria-vitoria-conservadora#.U0u-2PldV1Y 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"...delírios da chamada teoria de gênero, essa invenção de professores desocupados com problemas de identidade sexual." by Luiz Felipe Pondé

Putin contra o sexo dos anjos

Luiz Felipe Pondé
A comunidade europeia, essa reunião de países cheios de gente mimada, anda querendo discutir se é certo tratar uma criança quando é pequena de menino ou menina. O debate, é evidente, é coisa de gente riquinha que acaba levando a sério delírios da chamada teoria de gênero, essa invenção de professores desocupados com problemas de identidade sexual.
De fato, desse jeito, parece que a Europa ocidental acabou mesmo. As escolas europeias, se essa ideia idiota passar, vão virar um antro de "autoritarismo de gênero".
Nesse sentido, Putin talvez esteja fazendo um favor aos europeus, lembrando a eles que existe um mundo de preocupações reais, e não os debates idiotas sobre se meninos são meninos e meninas são meninas ou se tudo isso é uma invenção humana como o "croissant".
Nesse cenário, cabe bem o Obama, que, sendo um presidente pop das redes sociais, deve ter mandado um WhatsApp para o Putin protestando contra a anexação da Crimeia pelos russos, coisa que o russos têm todo o direito de fazer e que a maioria esmagadora da população da Crimeia deseja.
Imagino que Obama, cuja única competência é ser o primeiro presidente negro dos EUA (uma grande coisa, sem dúvida), deve ter posto na sua página do "Face" grandes bravatas dizendo que ia fazer isso e aquilo e colocar o Putin no seu lugar. Na verdade, quem colocou quem aqui no "seu lugar"? O Putin é que colocou a série toda de líderes ocidentais nos seus lugares, porque estes, viciados em discutir como a vida é uma "agência de direitos chiques", enquanto comem queijos e vinhos, se esqueceram de que a vida é o que acontece quando você está ocupado delirando com seus sonhos de Branca de Neve.
Putin é um choque de realidade na sociedade fútil em que se transformou a Europa ocidental, banhada em "direitos" que custam muito caro.
Voltando à discussão sobre o sexo das crianças. Chocante é como muitos psicólogos, contaminados pela ideia de que construímos sujeitos socialmente, se deixam levar por essa bobagem do tamanho de um bonde cheio de bobos. O fato de que existam gays e lésbicas, e que estes tenham, sim, direito de viver como todo mundo, não implica o direito de teóricos autoritários começarem a legislar sobre a sexualidade de um monte de crianças "avant la lettre".
Imagino que, se essa lei pegar, o número de crianças com problemas de identidade no futuro da Europa será enorme; mas tudo bem, porque o Estado de bem-estar social (esse personagem de um conto de fadas) vai garantir terapia para todo mundo. Levar um debate desses a sério beira as raias da pura e simples irresponsabilidade moral.
Voltando à Rússia. Desde, no mínimo, o século 19 (vemos isso, por exemplo, nos debates na imprensa russa, debates esses do qual fez parte gente de peso como Dostoiévski, Turguêniev e Tolstói), a Rússia se vê como uma nação que deve cuidar de si mesma para não se transformar no fantasma de si mesma que virou a Europa, bêbada com o que alguns filósofos e similares inventaram para combater o tédio.
Um amigo meu, discutindo esse projeto de lei estúpido, fez uma bela analogia. Sabemos que Francis Bacon, entre outros (o louquinho do Giordano Bruno também fez essa crítica, mas a usou para seus delírios metafísicos inócuos), criticou duramente o que se convencionou chamar em história da filosofia de "baixa escolástica".
A escolástica foi um tipo de prática filosófica muito comum na Idade Média, que buscava racionalizar todo o conhecimento a partir de enunciados lógicos sistemáticos que supostamente esgotariam a totalidade da realidade, inclusive a metafísica. Grandes figuras desse período, como Tomás de Aquino, foram escolásticos.
A "baixa escolástica" é a marca da decadência da escolástica, que por sua vez representou a decadência da Europa medieval e metafísica pré-científica e burguesa.
Os escolásticos decadentes, para Bacon, discutiam coisas como "quando um homem puxa um burro, é ele quem puxa ou a corda?". Ou: "Teriam os anjos sexo?".
Estamos quase lá: os europeus se preparam para discutir se as crianças têm sexo. A Europa precisa muito de Putin.
Luiz Felipe Pondé é filósofo conservador brasileiro de origem judaica.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Em defesa do casamento by Rodrigo Constantino - Em tempos de Carnaval e hedonismo, de apetites e emoções como os únicos guias das ações individuais, de promiscuidade total, não deixa de ser confortante ler uma visão clássica sobre o bom e velho casamento..."

Em defesa do casamento by Rodrigo Constantino - Em tempos de Carnaval e hedonismo, de apetites e emoções como os únicos guias das ações individuais, de promiscuidade total, não deixa de ser confortante ler uma visão clássica sobre o bom e velho casamento..."
Em defesa do casamento by Rodrigo Constantino - Em tempos de Carnaval e hedonismo, de apetites e emoções como os únicos guias das ações individuais, de promiscuidade total, não deixa de ser confortante ler uma visão clássica sobre o bom e velho casamento..."

"...Em tempos de Carnaval e hedonismo, de apetites e emoções como os únicos guias das ações individuais, de promiscuidade total, não deixa de ser confortante ler uma visão clássica sobre o bom e velho casamento. Que seja eterno enquanto dure. E que dure para sempre!"

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rússia: Direita volver!

Rússia: Direita volver!

Moscou está resgatando seu papel conservador do século XIX

William S. Lind
Um infeliz legado da Guerra Fria é a atitude negativa que alguns conservadores americanos ainda guardam no coração para com a Rússia. Condicionados por décadas a ver a Rússia e a União Soviética como sinônimos, eles ainda veem a Rússia pós-comunista como ameaça. Eles se esquecem de que a Rússia czarista era a maior potência conservadora do mundo, um bastião de monarquia cristã odiado pelos revolucionários do mundo, pelos jacobinos e democratas. Joseph de Maistre não foi o único conservador do século XIX a achar refúgio e esperança na Rússia.
Sob o presidente Vladimir Putin, a Rússia está emergindo mais uma vez como a principal potência conservadora do mundo. Como testemunhamos quando a Rússia resgatou o presidente Obama da armadilha que ele mesmo havia armado para si no caso da Síria, o Kremlin está hoje, como diz reportagem do jornal New York Times, “estabelecendo o papel da Rússia nos assuntos mundiais não com base no paradigma ultrapassado da Guerra Fria, mas em vez disso em sua perspectiva diferente, que favorece a soberania do Estado e a estabilidade do status quo acima da propagação da democracia de estilo ocidental.”
Em seu próprio artigo no New York Times, Putin escreveu: “É assustador que a intervenção militar em conflitos internos de países estrangeiros tenha se tornado comum [na política externa] dos Estados Unidos. Será que esse é o interesse de longo prazo dos EUA? Duvido disso.” Os conservadores americanos Robert A. Taft e Russell Kirk também duvidavam disso.
Moscou parece compreender melhor do que Washington que o requisito mais importante da política externa do século XXI é a preservação do Estado em face da Guerra da Quarta Geração travada por entidades não estatais, tais como as entidades que estão lutando do lado dos rebeldes na Síria. A Rússia com toda a razão tem repreendido Washington por destruir Estados, inclusive o Iraque e a Líbia.
Quando Putin se tornou presidente depois dos caóticos anos de Yeltsin, havia uma possibilidade real de que o próprio Estado russo se desintegraria. A maior realização de Putin, e a razão de sua popularidade dentro da Rússia, é que ele salvou e fortaleceu o Estado russo. Cegadas por sua adoração ao deus de barro “Democracia,” as elites de Washington não conseguem perceber a importância do que Putin fez, mas os conservadores deveriam perceber. A Rússia pode ser um tremendo aliado contra as entidades da Quarta Geração, e os conservadores preferem Estado à anarquia sem Estado. O novo conservadorismo russo, que é na verdade apenas a volta ao conservadorismo que já exista entre eles no passado, é evidente não somente em sua política externa, mas nas políticas nacionais também. Em setembro o jornal Financial Times noticiou:
Vladimir Putin conclamou os russos a fortalecer uma nova identidade nacional baseada em valores conservadores e tradicionais tais como a Igreja Ortodoxa ontem, avisando que o Ocidente estava enfrentando uma crise moral… O sr. Putin disse que a Rússia deveria evitar o exemplo dos países europeus que estão “abandonando suas raízes” ao legalizarem o casamento gay e excessivos “modismos politicamente corretos.”
“As pessoas em muitos países europeus estão com vergonha e medo de falar sobre suas convicções religiosas,” Putin é citado dizendo, com feriados religiosos “sendo removidos ou chamados de outra coisas, escondendo de forma vergonhosa a essência do feriado.”
“Precisamos respeitar os direitos das minorias de serem diferentes,” ele acrescentou, “mas os direitos da maioria não devem ser colocados para discussão.” Sobre um presidente americano dizendo tais coisas, só dá para os conservadores americanos sonharem. Mas será que não deveríamos aplaudir um presidente russo que está tendo a coragem de desafiar “os modismos politicamente corretos”?
O mundo virou de cabeça para baixo. Os EUA, condenando e até atacando outros países para promover sua “democracia” e definições jacobínicas de direitos humanos, estão se tornando o líder da Esquerda internacional. A Rússia está confirmando seu papel histórico como líder da Direita internacional. Essa é uma reversão de importância histórica. A política externa dos EUA precisa se basear nos interesses americanos, não na afinidade para com alguma potência estrangeira. Mas colocar os EUA em primeiro lugar não significa que os americanos são obrigados a ser hostis à Rússia ou a outros. Pelo contrário: os conservadores americanos deveriam dar as boas-vindas ao ressurgimento de uma Rússia conservadora.
William S. Lind é diretor do Centro Conservador Americano de Transporte Público.
Traduzido por Julio Severo do artigo do The American Conservative (O Conservador Americano): Russia’s Right Turn
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